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Anemia

“Fraqueza, indisposição, falta de apetite, dificuldade de aprendizado, esses são os principais sintomas da anemia. A anemia é uma condição muito comum e várias são as causas que podem levar a anemia, sendo a deficiência de ferro a principal delas, responsável por cerca de 90% dos casos.”

Introdução

Anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência. A hemoglobina é o pigmento dos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e tem a função vital de transportar o oxigênio dos pulmões aos tecidos. Os valores normais para a concentração de hemoglobina sanguínea é de 13g?dL para homens, 12 g ?dL para mulheres e 11 g ?dL para gestantes e crianças entre 6 meses e 6 anos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 30% da população mundial é anêmica, sendo que sua prevalência entre as crianças menores de 2 anos chega a quase 50%.

São várias as causas de anemia, sendo a anemia por deficiência de ferro a mais prevalente em todo o mundo. Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados pela doença, muito embora homens -adolescentes e adultos- e os idosos também possam ser afetados por ela.

Tipos de anemia

Qualquer condição passível de comprometer a produção ou de aumentar a taxa de destruição ou de perda dos glóbulos vermelhos pode resultar em anemia, se a medula óssea não conseguir compensar a perda dos glóbulos vermelhos, ou mesmo um aumento das necessidades de ferro, como ocorre em crianças durante períodos de crescimento acelerado ou em mulheres durante a gestação e amamentação.

Os principais tipos de anemia são:

• Anemia da carência de ferro (anemia ferropriva)
• Anemia das carências de vitamina B12 (anemia perniciosa) e de ácido fólico
• Anemia das doenças crônicas
• Anemias por defeitos genéticos:
- anemia falciforme
- talassemias
- esferocitose
- deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase
• Anemias por destruição periférica aos eritrócitos:
- malária
- anemias hemolíticas auto-imunes
- anemia por fragmentação dos eritrócitos
• Anemias decorrentes de doenças da medula óssea:
- anemia aplástica
- leucemias e tumores na medula

Sintomas

Na anemia aguda, causada pela perda súbita de sangue ou pela destruição aguda dos glóbulos vermelhos, a falta de volume no sistema circulatório é mais importante que a falta de hemoglobina. Os sinais e sintomas mais proeminentes consistem em queda da pressão arterial devido à diminuição do volume sanguíneo total, com tonteira e desmaio subseqüentes, taquicardia e palpitação, sudorese, ansiedade, agitação, fraqueza generalizada e possivelmente uma diminuição da função mental.

Na anemia crônica, o volume sanguíneo total está normal, mas ocorre uma diminuição dos glóbulos vermelhos e hemoglobina. A falta de hemoglobina causa descoramento do sangue, com palidez do paciente, e falta de oxigênio em todos os órgãos, com os sinais clínicos decorrentes desta alteração. Hipócrates no ano 400 a.C. já havia descrito os sinais da anemia: “palidez e fraqueza devem-se à corrupção do sangue”.

Portanto, os principais sinais e sintomas são: fadiga generalizada, anorexia (falta de apetite), palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas), menor disposição para o trabalho, dificuldade de aprendizagem nas crianças, apatia (crianças muito “paradas”).

Os sintomas pioram com a atividade física e aumentam quanto menor o nível de hemoglobina. Com níveis de hemoglobina entre 9 e 11 g ?dL estão presentes os sintomas como irritabilidade, indisposição e dor de cabeça, entre 6 e 9 há aceleração dos batimentos cardíacos, falta de ar e cansaço aos mínimos esforços; e quando a concentração de hemoglobina chega a valores abaixo 6g ?dL ocorrem os sintomas acima mesmo em repouso.

Anemia Ferropriva

Estima-se que 90% das anemias sejam causadas pela deficiência de ferro.

O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo.

Nas crianças a principal causa de anemia ferropriva é o aumento da demanda de ferro e sua ingestão insuficiente, que ocorre mais freqüentemente nos bebês em aleitamento artificial ou após os seis meses de idade mesmo naqueles que recebem aleitamento materno.

Já nos adultos a causa mais comum de anemia ferropriva é a perda crônica de sangue, nos homens, mais freqüentemente, pelo trato gastrintestinal e nas mulheres, pelo sangramento menstrual. A causa da anemia deve ser sempre investigada, pois a perda de sangue pode ser desde de uma causa benigna, como por exemplo, o uso de aspirina, até uma causa maligna, como um câncer no intestino.

Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos, necessitando-se de exames de sangue laboratoriais para que seja confirmado o diagnóstico de anemia ferropriva.

A carência de ferro, mesmo antes de suas manifestações hematológicas, provoca um acometimento sistêmico com repercussões na imunidade e resistência a infecções, na capacidade para o trabalho e no desenvolvimento neuropsicomotor. O resultado indesejável da deficiência de ferro na infância poderá repercutir negativamente no desenvolvimento escolar e, tardiamente, na inserção do indivíduo no mercado de trabalho.

Como prevenir a anemia ferropriva

A melhor arma para a prevenção da anemia ferropriva é, sem dúvida, uma alimentação bem variada, rica em alimentos que naturalmente possuem ferro e os enriquecidos ou fortificados com o nutriente.

As melhores fontes naturais de ferro são os alimentos de origem animal – fígado e carne de qualquer animal – por possuírem um tipo de ferro melhor aproveitado pelo nosso organismo.

Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se as leguminosas (feijão, grão-de-bico, fava, lentilha, ervilha), os grãos integrais ou enriquecidos, nozes, castanhas, rapadura, açúcar mascavo e as hortaliças (couve, agrião, taioba, salsa). Existem também disponíveis no mercado alimentos enriquecidos com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros. Para uma melhor absorção do ferro presente nesses alimentos é recomendado o consumo de alimentos com alto teor de vitamina C como a acerola, abacaxi, goiaba, kiwi, laranja, limão, pimentão, repolho e tomate, na mesma refeição. O consumo de alguns alimentos deve ser evitado na mesma refeição ou logo após, como o chá, café, pois atrapalham a absorção do ferro.

Outra forma eficaz de prevenir a anemia ferropriva, além da dieta adequada, é o uso do ferro profilático. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o uso de 1mg ?Kg ?dia de ferro elementar desde o início do desmame até o término do segundo ano de vida para os recém-nascidos nascidos a termo, e 2mg ?Kg ?dia, a partir do 30o dia de vida, por 2 meses para os recém-nascidos prematuros ou de baixo peso e, depois, inicia-se o esquema proposto para as crianças a termo. As mulheres grávidas também devem fazer uso profilaxia da anemia ferropriva a partir da 16o semana de gravidez através da ingestão de 30 a 40 mg de ferro elementar, que corresponde a 200 mg de sulfato ferroso por dia.

Tratamento da anemia ferropriva

Uma vez instalada a anemia ferropriva, deve-se corrigir o déficit e repor os estoques de ferro através do uso de ferro medicamentoso e, em caso de perda crônica de sangue, identificar e tratar a causa. O sulfato ferroso é o sal mais bem indicado por sua boa absorção e baixo custo.

Para as crianças, a dose de ferro para o tratamento é de 3 mg ?Kg ?dia. Embora a melhora clínica e a normalização das concentrações de glóbulos vermelhos e de hemoglobina ocorram precocemente com a reposição de ferro, a dose terapêutica deve ser mantida por 3 a 4 meses para a reposição dos estoques de ferro. Alguns cuidados devem ser tomados para maximizar a absorção do ferro, como a sua ingestão 30 a 60 minutos antes das refeições, não diluir o medicamento em nenhum líquido e ingerir suco de frutas cítricas após o uso do medicamento.

Para os adultos a dose terapêutica é de 60mg de ferro elementar, o que corresponde a um comprimido de 300mg de sulfato ferroso.

O sulfato ferroso pode trazer alguns inconvenientes com o seu uso como náuseas, indisgetão, constipação e diarréia que, em geral, são proporcionais a quantidade de ferro ingerida. Pode-se tentar solucionar esse problema através de um aumento gradativo das doses e do escalonamento nas doses ao longo do dia. Caso essas medidas não resolvam, pode-se substituir o sulfato ferroso pelo gliconato ferroso, entretanto, devido ao seu menor conteúdo de ferro elementar exige um tratamento mais prolongado.

fonte: boasaude

“Alergia ao trabalho”?

Só quem sofre de alergias respiratórias compreende plenamente como até os sintomas mais “simples”, como ter o nariz sempre a pingar ou entupido e os olhos sempre a chorar podem deitar por terra o ânimo do profissional mais activo.

Quando se fala em alergias respiratórias, a maioria de nós pensa nos pólen, e outros alergéneos que colonizam o ar durante a Primavera, ou nos ácaros e pêlos de animais domésticos que se acumulam pelos sofás e carpetes das casas.

Mas a vida da maioria de nós não se divide apenas entre a nossa casa ou passeios ao ar livre. Muito do nosso tempo é passado no local de trabalho.

As alergias interferem com o trabalho

Só quem sofre de alergias respiratórias compreende plenamente como até os sintomas mais “simples”, como ter o nariz sempre a pingar ou entupido e os olhos sempre a chorar podem deitar por terra o ânimo do profissional mais activo. Os sintomas alérgicos são fatigantes, desconcentram os que sofrem das alergias e torna-os pouco produtivos e sonolentos. A medicação anti-alérgica, se não for a mais adequada, aumenta essa sonolência. Por isso, deve pedir ao seu médico para lhe receitar medicamentos anti-alérgicos não-sedativos. Caso esse tipo de medicação nãos seja tão eficaz, os corticoesteróides nasais aplicados localmente no nariz serão muito benéficos e seguros.

O trabalho interfere com as alergias

Se quando sofre sintomas alérgicos se sente mesmo muito desconfortável, averigúe se não é aí que está a raiz do seu problema. Não haverá algo no seu posto de trabalho que esteja a desencadear os sintomas? Verifique se o pó no local onde trabalha é limpo frequentemente e procure eliminar ambientadores e outros sistemas que libertam químicos no ar. Filtros de ar condicionado a necessitarem de ser mudados, humidade, bolor e perfumes (dos colegas) também podem estar a piorar os seus sintomas.

Mas não são só os alergéneos que pioram os sintomas enquanto trabalha. O stress decorrente dos prazos apertados para cumprir tarefas, os conflitos laborais e o excesso de horas de trabalho podem estar a impulsionar as suas reacções alérgicas.

Seja qual for a causa, tente encontrá-la para cortar o mal pela raiz. Caso seja de todo impossível, aconselhe-se com o seu médico ou com o profissional de Medicina de Trabalho do seu emprego.

fonte: WebMD

Saúde

O QUE SÃO E COMO TRATAR AS DOENÇAS OCUPACIONAIS
* Elisabete Fernandes Almeida

As doenças ocupacionais são decorrentes da exposição do trabalhador aos riscos da atividade que desenvolve. Podem causar afastamentos temporários, repetitivos e até definitivos. A maior incidência destas doenças ocorre na faixa dos 30 aos 40 anos, prejudicando a produtividade do trabalhador e podendo interromper sua carreira e desestabilizar a sua vida. As doenças ocupacionais são causadas ou agravadas por determinadas atividades.

O importante é a prevenção!

Ela pode evitar que tanto os tralhadores como os empresários se prejudiquem com as consequências das doenças ocupacionais. A recuperação pode ser demorada e cara.

AS POSSÍVEIS CAUSAS DO PROBLEMA
- agentes físicos (ruído, temperatura, vibrações e radiações)
- agentes químicos (utilizados nas indústrias, podem causar danos à saúde)
- agentes biológicos (microorganismos como bactérias, vírus e fungos)

COMO DIAGNOSTICAR O PROBLEMA
Exame físico, ocupacional e complementares, conforme critérios médicos.

AS DOENÇAS OCUPACIONAIS MAIS COMUNS
São:

Doenças das vias aéreas
Alguns exemplos são as pneumoconioses causadas pela poeira da sílica (silicose) e do asbesto (asbestose), além da asma ocupacional. Substâncias agressivas inaladas no ambiente de trabalho se depositam nos pulmões, provocando falta de ar, tosse, chiadeira no peito, espirros e lacrimejamento.

Perda auditiva relacionada ao trabalho (PAIR)
Diminuição gradual da audição decorrente da exposição contínua a níveis elevados de ruídos. Além da perda auditiva, outra alterações importantes podem prejudicar a qualidade de vida do trabalhador.

Intoxicações exógenas
Podem ser causadas por:
- agrotóxicos: os pesticidas (defensivos agrícolas) provocam grandes danos à saúde e ao meio ambiente
- chumbo (saturnismo): a exposição contínua ao chumbo, presente em fundições e refinarias, provoca, a longo prazo, um tipo de intoxicação que varia de intensidade de acordo com as condições do ambiente (umidade e ventilação), tempo de exposição e fatores individuais (idade e condições físicas)
- mercúrio (hidrargirismo): o contato com a substância se dá por meio da inalação, absorção cutânea ou via oral da substância; ocorre com trabalhadores que lidam com extração do mineral ou fabricação de tintas
- solventes orgânicos (benzenismo): por serem tóxicos e agressivos, podem contaminar trabalhadores de refinarias de petróleo e indústrias de transformação

LER E DORT – LESÃO PPR ESFORÇO REPETITIVO/DISTÚRBIO OSTEOMUSCULAR RELACIONADO AO TRABALHO
Conjunto de doenças que atingem principalmente os músculos, tendões e nervos. O problema é decorrente do trabalho com movimentos repetitivos, esforço excessivo, má postura e estresse, entre outros.

DERMATOSES OCUPACIONAIS
Também conhecidas como dermatites de contato, são alterações da pele e das mucosas causadas, mantidas ou agravadas, direta ou indiretamente, por determinadas atividades profissionais. São provocadas por agentes químicos e podem ocasionar irritação ou até mesmo alergia.

O estresse e o excesso de trabalho podem variar desde mudanças no humor, ansiedade, irritabilidade e descontrole emocional até doenças psíquicas. Geralmente, o estresse é causado por sobrecarga de tarefas e ausência de pausas para descanso e exercícios físicos. Ativar os músculos com exercícios diários, mesmo os de relaxamento, é um bom começo para se livrar do estresse. Durante os exercícios, inspire o ar pelo nariz e solte pela boca, sentindo o oxigênio descer e o gás carbônico subir.

A AJUDA DA ERGONOMIA
Ciência que estuda as relações entre o homem, seu trabalho, equipamentos e meio ambiente, a Ergonomia previne o surgimento de doenças ocupacionais durante o processo de produção de atividades. O objetivo é a adaptação do posto de trabalho, instrumentos, máquinas, horários e meio ambiente às exigências da função.
Ela facilita o desenvolvimento e o rendimento das atividades de trabalho.

Mas como adaptar a ergonomia ao ambiente de trabalho?

Todos devem aprender a identificar os sinais do próprio corpo para perceber o início de qualquer desconforto, procurando, assim, adaptar as técnicas da ergonomia ao seu local de trabalho.

Sintomas mais comuns, e que requerem a procura por um médico:

- cansaço excessivo
- desconforto após a jornada de trabalho
- inchaço
- formigamento dos pés e das mãos
- sensação de choque nas mãos
- dor nas mãos
- perda dos movimentos da mão

Cuide de sua qualidade de vida, procurando manter um melhor equlíbrio entre corpo e mente. Faça exercícios físicos pelo menos quatro vezes por semana, tenha uma dieta balanceada e saudável e procure formas de lazer alternativas, que amenizem o estresse do dia-a-dia.

COMO PREVENIR AS DOENÇAS OCUPACIONAIS

  • Conforto é essencial para a prevenção.
  • As operações de trabalho devem estar ao alcance das mãos.
  • As máquinas devem se posicionar de forma que a pessoa não tenha que se curvar ou torcer o tronco para pegar ou utilizar ferramentas com frequência.
  • A mesa deve estar posicionada de acordo com a altura de cada pessoa e ter espaço para a movimentação das pernas.
  • As cadeiras devem ter altura para que haja apoio dos pés, formato anatômico para o quadril e encosto ajustável.
  • Pausas durante a realização das tarefas permite um alívio para os músculos mais ativos.
  • Durante estas pausas, se levante e caminhe um pouco. Se possível, faça exercícios de alongamento.

  • Fonte:Saúde – Jornal Carreira e Sucesso

    SAÚDE: O MOMENTO É DE PREVENÇÃO

    No início dos tempos da espécie humana, as principais causas de morte eram os ataques das feras, as conseqüências do clima, como o frio extremo e tempestades, e os ferimentos decorrentes de lutas. Essas são as chamadas “causas externas visíveis”. Naquela época, a expectativa de vida era muito baixa. Com o domínio do fogo, a utilização de ferramentas e o decorrente desenvolvimento, muitas dessas adversidades foram dominadas pelo homem.

    Com esse progresso, as causas de morte também se modificaram. Seres também externos ao homem, porém agora “invisíveis”, passaram a ser a grande ameaça aos seres humanos. Os fungos, as bactérias e os vírus passaram a ser os grandes causadores de doença e morte. O desenvolvimento tecnológico, mais uma vez, permitiu a identificação desses microorganismos através de instrumentos, como os microscópios, e o controle com medicações, como os antibióticos.

    A expectativa e a qualidade de vida aumentaram. Seguiu-se o progresso. Melhores condições de higiene e saneamento, mais recursos para a produção e a conservação de alimentos, além do desenvolvimento de novas ferramentas, fizeram a espécie humana dominar o mundo a sua volta, mesmo aquelas “ameaças invisíveis”.

    Porém, progressivamente, as principais causas de doença e morte passaram a ser algo também produzido pelo próprio homem. O estilo de vida do mundo moderno expôs o homem a uma vida sedentária, a uma dieta inadequada, ao excesso de bebidas alcoólicas e ao consumo do tabaco em níveis nunca antes vistos. Sendo este último, isoladamente, o maior agente causador de doença, atualmente. Hoje, essas são as principais causas de doença e morte. São as chamadas “causas auto-infligidas”- aqueles agentes aos quais o próprio homem, pelo seu livre-arbítrio, escolhe se expor e consumir.

    A inteligência do homem e a sua capacidade de desenvolver tecnologia dominaram as causas de doença e morte no passado. Agora, é essa mesma capacidade que deve ser usada para compreender que é o estilo de vida pelo qual optou viver que o prejudica. Desenvolver ações educativas e preventivas, visando a alterar esse estilo de vida é fundamental nesse momento de desenvolvimento da humanidade.

    Evitar o fumo;
    Evitar o consumo de álcool em excesso;
    Manter-se dentro do peso ideal para sua idade e sexo
    Consumir uma dieta rica em alimentos de origem vegetal integrais e pouco industrializados
    Diminuir o consumo de alimentos altamente refinados e as gorduras de origem animal;
    Manter-se ativo fisicamente nas suas atividades diárias: no trabalho, no lazer, nos deslocamentos.

    Todas essas são medidas que previnem doenças e diminuem mortes pelas principais doenças crônico-degenerativas, como as doenças do coração, o diabete e os cânceres. Um exemplo disso é o que a Santa Casa de Porto Alegre, recentemente, definiu como uma de suas diretrizes institucionais.

    fonte:abcdasaude

    Conjuntivite

    Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas.

    Causas

    A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como poluição e o cloro de piscinas, por exemplo, e por vírus e bactérias. Neste último caso ela é contagiosa.

    Sintomas

    * Olhos vermelhos e lacrimejantes;

    * Pálpebras inchadas;

    * Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;

    * Secreção;

    * Coceira.

    Recomendações

    * Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes;

    * Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos patogênicos;

    * Não coce os olhos;

    * Aumente a frequência com que troca as toalhas do banheiro ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;

    * Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;

    * Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza.

    Tratamento

    Lave os olhos e faça compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Acima de tudo, não se automedique. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um médico. Alguns colírios são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

    fonte: drauziovarella

    ASMA OCUPACIONAL

    A asma ocupacional é um distúrbio respiratório diretamente relacionado à inalação de fumaças, gases, vapores ou poeiras, no ambiente de trabalho. Devido a essa exposição, pode-se desenvolver uma asma pela primeira vez em um trabalhador sadio, ou pode haver um agravamento de uma asma pré-existente. Os sintomas da asma incluem chiados no peito (sibilos), falta de ar e tosse. Outros sintomas podem ser hiper-secreção nasal, nariz entupido e irritação nos olhos. A causa pode ser alérgica ou não. Um sintoma importante da exposição ocupacional é que a doença pode persistir por um longo período em alguns trabalhadores, mesmo que não estejam mais se expondo aos irritantes a causaram. Vários trabalhadores com sintomas persistentes de asma já foram incorretamente diagnosticados como tendo bronquite crônica.

    É bom lembrar que pessoas que vivam em áreas residenciais próximas a essas fábricas estão também frequentemente expostas a estas exalações e podem sofrer os mesmos problemas

    Em muitos casos, uma história familiar prévia de alergia deixará a pessoa mais predisposta a sofrer de asma ocupacional. No entanto, muitos que não possuem essa história vão desenvolver a doença se expostos a condições que a desencadeiem. Os fumantes têm maior risco de desenvolver asma ocupacional pela exposição a certos fatores. O período de exposição ocupacional que desencadeia a asma varia de meses a anos, até que surjam os primeiros sintomas.


    Prevalência

    A asma ocupacional se tornou a doença pulmonar (relacionada ao trabalho) mais prevalente nos países desenvolvidos. No entanto, a proporção exata de novos casos diagnosticados com asma devida a exposição ocupacional, em adultos, é desconhecida. Os pesquisadores estimam que 15% de todos os casos de asma em homens no Japão resultam da exposição a vapores, poeiras, gases e fumaças industriais. Até 15% dos casos de asma nos EUA podem ter origens no ambiente de trabalho.

    A incidência de asma ocupacional varia de acordo com o tipo de indústria. Por exemplo, na indústria de detergentes, a inalação de uma determinada enzima usada para produzir sabão em pó levou ao desenvolvimento de sintomas respiratórios em cerca de 25% dos trabalhadores expostos. Na indústria gráfica, 25-50% dos empregados experimentam sintomas respiratórios devidos a “gum acacia”, usada na impressão a cores para a separação de folhas impressas, evitando manchas. Os isocianatos são substâncias químicas que são amplamente usadas em várias indústrias, incluindo a pintura por “sprays”, instalação de isolantes, e na manufatura de plásticos, borracha e isopor. Eles podem determinar a asma em até 10% dos trabalhadores expostos.


    Causas

    A asma ocupacional pode ser causada por irritantes diretos, desencadeantes alérgicos e fatores farmacológicos.

    Os irritantes que provocam asma ocupacional incluem o ácido hidroclórico, o dióxido de enxofre ou a amônia, nas indústrias química ou petroquímica. Esses episódios de asma geralmente ocorrem logo após a exposição à substância, e uma sensibilização alérgica não está envolvida. Os trabalhadores que já têm asma ou outro problema respiratório são particularmente afetados por esse tipo de exposição.

    Os fatores alérgicos participam em vários casos de asma ocupacional. Este tipo de asma frequentemente requer um longo período de exposição à substância antes que a sensibilização alérgica ocorra. Alguns exemplos desse tipo de asma ocupacional de cunho alérgico são a exposição às enzimasda bactéria “bacillus subtilis” na indústria de sabão em pó, a exposição a grãos de café verde, mamona e papaína na indústria de processamento de alimentos. Outras formas alérgicas de asma ocupacional podem ocorrer nos trabalhadores das indústrias de plásticos, borracha e resinas, após a exposição a pequenas moléculas de substâncias químicas no ar. Além disso, veterinários, pescadores e pessoal de laboratório que lidam com animais podem desenvolver reações alérgicas a proteínas animais. Membros da equipe de saúde podem desenvolver asma a partir de proteínas sob forma de aerosol provenientes de luvas de látex ou pela manipulação de medicações em forma de pó.

    Alguns fatores farmacológicos incluem a inalação de pó ou líquido. Estas substâncias não levam a uma sensibilização alérgica, mas levam diretamente a uma liberação de substâncias (que normalmente já existem), como a histamina, para dentro do pulmão, o que por sua vez determinará asma.


    Prevenção

    Uma vez a causa sendo identificada, os níveis de exposição devem ser reduzidos (o trabalhador pode ser transferido para outra atividade na mesma fábrica, por exemplo).

    Os empregadores poderiam considerar fazer uma triagem preliminar de potenciais empregados através de provas de função pulmonar e, depois, continuar a testá-los após períodos determinados na atividade, uma vez tendo sido contratados.

    Os locais de trabalho deveriam ser cuidadosamente monitorados para que a exposição a substâncias causadoras de asma fossem mantidas nos menores níveis possíveis.

    Em alguns casos poderia ser útil que um alergista propusesse um pré-tratamento com medicações específicas que combateriam certos efeitos dessas substâncias.

    AGENTES QUE COMUMENTE CAUSAM ASMA ACUPACIONAL
    Agente Trabalhadores sob Risco
    Acilato Manipuladores de adesivos
    Aminas Soldadores, manipuladores de goma-laca e verniz
    Anidridos Usuários de plásticos e resinas de epoxi
    Alergenos derivados de animais Pessoas que lidam com animais
    Cereais Padeiros, moleiros
    Cloramina-T Faxineiros, pessoal de limpeza
    Drogas Trabalhadores farmacêuticos, profissionais da saúde
    Corantes Trabalhadores da indústria têxtil
    Enzimas Usuários de detergentes, trabalhadores farmacêuticos, padeiros
    Formaldeído, glutaradeído Pessoal de hospital
    Gomas e resinas Fabricantes de tapetes, trabalhadores farmacêuticos
    Isocianatos Pintores de “spray”, instaladores de isolamento, fabricantes de plásticos, borracha e espuma de borracha
    Látex Profissionais de saúde
    Metais Soldadores, refinadores
    Persulfato Cabeleireiros
    Frutos do mar Processadores de frutos do mar
    Pó de madeira (serragem) Carpinteiros, marceneiros, trabalhadores em florestas

    É mais fácil pegar dengue no trabalho que em casa

    Funcionários do Iteam e FVS săo orientados no combate a dengue

    Esta semana os funcionários do Instituto de Terras do Amazonas – Iteam, receberam orientações da Fundação de Vigilância e Saúde – FVS sobre como prevenir a dengue no ambiente de trabalho. Em 2010 aumentou de dois para quatro tipos de dengue que circulam no país.

    Quem pega dengue uma vez, fica imune ao tipo de dengue que adquiriu. Por isso, a presença da dengue hemorrágica é tão preocupante em uma região como a nossa que já passou por uma epidemia.  O Instituto Evandro Chagas, em Belém, confirmou esta semana o primeiro caso de dengue hemorrágica no Amazonas, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde.
    O risco de se contaminar pelo Aedes Aegypti no trabalho é muito grande, já que as pessoas passam a maior parte do dia nesse ambiente, período em que o mosquito está em atividade. O trabalhador, quando chega em casa, já é noite, horário em que o mosquito também descansa.
    O presidente do Iteam, Itamar de Oliveira Mar considera a iniciativa da FVS fundamental. “Vamos repassar todas as informações que recebemos para os mais de 120 funcionários do Instituto, que por sua vez vão repassa-las aos seus familiares e visinhos e assim engrossamos as fileiras de combate ao Aedes Aegypti”, detalha.
    Apesar da previsão de epidemia para o verão de 2011, o Estado do Amazonas tem mantido o controle da doença, justamente por fazer um intenso trabalho de conscientização da população.
    O levantamento da FVS do Índice Rápido de Aedes Aegypti – LIRA mostra que 90% dos bairros de Manaus estão com milhares de criadouros e essa situação precisa ser revertida agora, no inverno, com a eliminação das larvas.
    “Só a mudança de hábito da população pode parar esse processo”, afirma Francisco Coelho, apoiador técnico da FVS.
    O Governo do Amazonas já avaliou os dados levantados pela FVS e colocou em ação o Plano Estadual de Controle da Dengue. Em dezembro a Operação Impacto ganhou as ruas de vários bairros de Manaus com a presença das Forças Armadas(Exército, Marinha e Aeronáutica), Corpo de Bombeiros, Agentes de endemias e comunitários e uma intensa campanha de conscientização da população.
    O alerta é geral em Manaus e no interior. Os dados revelam que de 2009 para 2010 os municípios do Amazonas, antes em sua maioria livre da dengue, agora apresentam altos índices de criadouros. O LIRA registrou situação gravíssima nos municípios de Barcelos, Humaitá, Codajás, Nova Olinda do Norte e Lábrea.
    Enquanto em Manaus diminuiu o índice de contágio, no interior aumentou a circulação do Aedes Aegypti.

    A cruzada dos multiplicadores

    A ação da FVS junto ao Iteam propõe iniciar uma cruzada onde o servidor público deve ter 100% de comprometimento no combate a dengue, reforçando o exército do Estado para que o problema não se agrave. As secretárias podem solicitar ao Núcleo de Educação em Saúde, da FVS, palestras de conscientização para os funcionários pelo telefone 92-3182-8537 e fazer denúncias pelos telefones 92-3182-8513 e 3182-8514.

    Mito e Realidade

    Os maiores problemas encontrados são lixo em lugares impróprio e caixas d’água descobertas. O simples ato de jogar o copo plástico na lixeira mais próxima vai evitar que milhares de larvas virem adultos e contaminem e a te matem pessoas.
    Alguns mitos em relação a dengue podem prejudicar o combate à doença: Não existe vacina para dengue, a vacina que temos é para febre amarela; Quem pega dengue uma vez, fica imune ao tipo de dengue que adquiriu. Por isso, a presença da dengue hemorrágica é tão preocupante em uma região como a nossa que já passou por uma epidemia.  Segundo o Instituto Evandro Chagas, em Belém, esta semana foi confirmado o primeiro caso de dengue hemorrágica no Amazonas, revela a secretaria Estadual de Saúde.
    O mosquito da dengue ataca durante todo o dia, quem tem horário para se alimentar é o mosquito da malária.
    Quem transmite a dengue é o Aedes Aegypti Fêmea e o perímetro de desova é de 300 metros, mas nos períodos de gravidez, a fêmea pode voar até três quilômetros para depositar as larvas. Essas larvas podem sobreviver um ano e quatro meses sem água.
    A dengue se combate todo dia ao evitar água parada, lavar as caixas d’água com escovação, não cultivar planta aquáticas, não despejar lixo em valas, valetas, margens e córregos e rios, não acumular latas, pneus e garrafas.
    A responsabilidade individual de cada cidadão é essencial nesse momento. Juntos eliminaremos a possibilidade de uma epidemia de dengue em Manaus.

    fonte:iteam

    Doenças aumentam no carnaval, alertam médicos

    Sílvia Pacheco – Correio Braziliense

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    Arte Correio Braziliense

    O carnaval é, para muitos, um momento apoteótico, esperado durante o ano inteiro. Pulando atrás do trio elétrico ou descansando nas praias ou no campo, é preciso atenção com a saúde. Nesta época do ano, há muitas doenças à espreita, prontas para aproveitar a descontração que acompanha a folia. Todos os anos, centenas de pessoas são acometidas por males como viroses respiratórias, conjuntivites, hepatites e mononucleose — conhecida popularmente como a doença do beijo. As viroses respiratórias, geralmente, acometem os foliões nos primeiros dias pós-festa e chegam a ser tão tradicionais na folia quanto os blocos de rua. “Nesses casos, os sintomas costumam ser febre, diarreia, náuseas, tontura e sensação de fraqueza”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) no Distrito Federal, Dalcy Albuquerque Filho, infectologista.

    A ocorrência dessas doenças é fruto da combinação entre as costumeiras aglomerações, a brincadeira dos muitos beijos e a falta de descanso e de alimentação corretos durante a festa, que provoca a diminuição da imunidade do organismo. A maioria desses males é transmitida pelo contato entre as pessoas.

    Segundo oftalmologistas, nesse período há um maior número de casos de conjuntivite, devido ao aumento do contato com diversas outras pessoas, muitas das quais previamente infectadas. Além disso, há o problema das altas temperaturas — os raios ultravioletas baixam a imunidade — e da falta de cuidado com a higiene das mãos. “As conjuntivites mais comuns são causadas pelas mãos sujas levadas aos olhos, o que ocorre com grande frequência durante a folia”, explica João Luís Pacini, oftamologista do Visão Institutos Oftalmológicos Associados.

    Que o diga a estudante Júlia Ferraz Marcondes de Moura, 27 anos, que se recupera de uma conjuntivite contraída durante uma festa pré-carnavalesca de rua na semana passada. Segundo os médicos, a aglomeração e o contato muito próximo com as pessoas podem ter transmitido a doença. “Você esbarra em muita gente. Sem falar na sujeira que fica na mão. Aí fica fácil para o vírus. Ainda bem que foi no pré-carnaval e dá tempo de curar. Imagine se tivesse sido durante a folia?”, diz. A experiência passada pela estudante fez com que ela prestasse atenção aos problemas que podem surgir. Já que não há como fugir da aglomeração, Júlia resolveu tomar uma atitude simples. “Vou levar lenços umidecidos para limpar as mãos. Não resolve tudo, mas ajuda bastante.”

    Segundo os médicos, a hepatite A também é outro mal comum transmitido pelo contato. No carnaval, umas das principais formas de contágio é compartilhar utensílios. “Se a pessoa estiver com o vírus, o indivíduo que beber no mesmo copo, por exemplo, pega”, diz o infectologista Albuquerque Filho. Outra forma pela qual a hepatite A pode ser transmitida é consumir alimentos e bebidas contaminados. Albuquerque Filho alerta que nas praias é comum haver comida contaminada pela falta de saneamento adequado. “Por isso, é importante saber se a procedência do que será consumido é segura.”

    A sensação de liberdade típica do carnaval, associada ao consumo excessivo de álcool, também aumenta as chances de contrair hepatite B e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), dentre elas a Aids e o papilomavírus humano (HPV). Por isso, o uso do preservativo é imprescindível. No caso do HPV, porém, a camisinha não garante 100% de proteção, pois as lesões podem ser microscópicas. “Muitas vezes, as lesões são imperceptíveis ou ficam em locais nos quais o indivíduo não dá muita atenção, como o períneo”, esclarece o infectologista. Nesse caso, o ideal é diminuir o número de parceiros. “Manter poucos parceiros também é uma forma de prevenção”, destaca Albuquerque Filho.

    Simples e arriscado
    O surgimento de doenças relacionadas ao beijar, como mononucleose e herpes, não é nenhuma novidade. Na maioria das vezes, não há como ter certeza de que a pessoa que vai ser beijada tenha a doença, mas observar os pequenos detalhes é sempre bom. Feridas e vesículas (bolhas com líquido) são sintomas de algumas delas. É importante ressaltar que não é sempre que os sintomas aparecem, tornando mais difícil a identificação de problemas. O jeito é escolher quem vai beijar e ter bom senso.

    Há dois anos, o servidor público Marcelo*, 30 anos, herdou do carnaval de Salvador uma herpes, oriunda, talvez, da falta de bom senso. “Me empolguei demais e terminei mal”, lembra. O servidor chegou à quarta-feira de cinzas com vesículas na bochecha, que lhe renderam pelo menos duas semanas de tratamento e uma aparência não exatamente agradável. “Parecia que eu tinha uma tarja preta no rosto. Um nojo”, conta.

    Segundo Albuquerque Filho, a herpes não está, necessariamente, relacionada aos diversos beijos que Marcelo deu, mas também por compartilhar objetos. “O simples fato de dividir uma lata de cerveja com uma pessoa que esteja contaminada causa a herpes.” Durante a maratona momesca, é essencial que a pessoa tente descansar, consuma muito líquido e se alimente bem, sem se esquecer dos preservativos.

    Vacinas
    Outra forma de prevenção é manter a vacinação em dia. “Poucos sabem, mas há uma grande parte de doenças que podem ser prevenidas com vacinas”, esclarece Alexandre Cunha, infectologista do Laboratório Sabin. A hepatite A, por exemplo, pode ser evitada com o imunizante. Nesse caso, a pessoa precisa de duas doses, em um intervalo de seis meses. Outra vacina importante, principalmente para quem gosta de ir para o campo, é a da febre amarela. Ela deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da viagem. “É o tempo que o organismo tem para desenvolver os anticorpos”, explica Cunha.

    O presidente da Associação Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) no Distrito Federal, Dalcy Albuquerque Filho, destaca ainda o problema do tétano, que é de fácil contágio por meio de cortes. “A bactéria está por aí e ninguém está livre de acidentes. Por isso, todos devem estar com o calendário de vacinas atualizado.”

    Hits do período
    De tão comuns, as viroses já passaram a ganhar apelidos relacionados aos dias do reinado de Momo. Ano passado, por exemplo, houve um surto chamado de Rebolation, hit de sucesso do grupo Parangolé.

    Tétano
    A bactéria é encontrada no solo, em fezes de animais ou humanas que se depositam na areia, ou na terra sob uma forma resistente (esporos). A infecção se dá pela entrada de esporos por qualquer tipo de ferimento na pele contaminado com areia ou terra.

    fonte:uai.com

    Epilepsia

    Epilepsia é um distúrbio comum a várias doenças. Na verdade, é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam determinada condição e indicam que, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável.

    Isso pode gerar manifestações clínicas, ou seja, crises epiléticas parciais (se os sinais elétricos estão desorganizados em apenas um dos hemisférios cerebrais), ou totais (se essa desorganização ocorrer nos dois hemisférios). Na grande maioria dos casos, as crises desaparecem espontaneamente, mas a tendência é que se repitam de tempos em tempos.

    Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação de emergência neurológica conhecida como estado do mal epilético. Nesse caso, o paciente precisa de atendimento médico imediato.

    Diagnóstico

    Para caracterizar a epilepsia, é indispensável haver recorrência espontânea das crises com intervalo de no mínimo 24 horas entre elas. Um episódio único não é indicativo da síndrome. Ouvir a história do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise também ajuda a determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma outra doença.

    Tratamento

    O tratamento da epilepsia é indicado apenas a partir da segunda crise. O uso da medicação tem o objetivo de bloquear as crises, eliminando a atividade anormal do cérebro, a fim de assegurar boa qualidade de vida para o paciente.

    Antigamente se acreditava que a associação de vários remédios ajudaria a obter melhores resultados, mas ficou provado que esse tipo de conduta é inadequado porque favorece o acúmulo dos efeitos colaterais.

    O sucesso do tratamento depende fundamentalmente do paciente que precisa fazer uso regular da medicação por algum tempo, não necessariamente por toda a vida. Ele precisa entender sua condição, saber que medicação está usando e quais são seus efeitos colaterais.

    Enquanto toma o remédio – um só – que é fornecido pelo Ministério da Saúde ou pela Unidade Básica de Saúde, é importante manter o acompanhamento médico regular para controle.

    Recomendações

    * Não deixe de tomar a medicação sob nenhum pretexto. Da adesão ao tratamento, depende o controle das crises e, conseqüentemente, a qualidade de vida;

    * Não interrompa as visitas ao médico enquanto estiver tomando o medicamento. É preciso evitar que possíveis efeitos colaterais possam ser atribuídos erroneamente à epilepsia. No entanto, caso eles ocorram, há como ajustar a dose ou trocar o medicamento por outro;

    * Não reduza a dose do remédio prescrito pelo médico por conta própria. O controle das crises depende do uso contínuo da dose adequada para o seu caso;

    * Não se preocupe. O fato de pai ou mãe serem portadores de epilepsia não aumenta o risco de o filho nascer com o distúrbio. A possibilidade é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome;

    * Procure assistência médica para avaliação, mesmo que a crise epilética tenha sido uma só e de curta duração;

    * Mantenha a calma diante de uma pessoa com crise do tipo convulsivo que geralmente dura poucos segundos ou minutos e passa sozinha. Enquanto ela está se debatendo, apóie sua cabeça para evitar um trauma e vire seu rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva ou para impedir que se asfixie com o próprio vômito. É preciso ficar claro que ela jamais conseguirá engolir a língua, um músculo que também se contrai durante a crise por causa da contratura muscular generalizada característica da epilepsia. O máximo que pode acontecer é o paciente mordê-la e feri-la, mas ela cicatrizará sem problemas depois. Portanto, não coloque colheres, cabos de garfos ou qualquer outro objeto na boca do doente;

    * Não restrinja os movimentos da pessoa que está recobrando a consciência e parece confusa e sonolenta depois de uma crise;

    * Não tenha medo nem preconceitos. Epilepsia não é uma doença contagiosa, nem é sinal de loucura.

    fonte:http:drauziovarella

    Lesão por Esforço Repetitivo

    O corpo humano é uma máquina complexa, com diversas funções e muitas peças que se encaixam. Em toda máquina, quando se usa uma das peças excessivamente, há um desgaste desta, o que acabará por comprometer o funcionamento da máquina inteira.

    De uma maneira bem prática, é isso que acontece com as pessoas quando se diz estão com LER. O significado da sigla, famosa nos dias de hoje, é Lesão por Esforço Repetitivo. Trata-se de um desgaste em determinada “peça” do corpo, envolvendo lesões musculares e desgaste nas articulações e nervos, causando dores e inflamações. A lesão é causada pela repetição de um mesmo movimento durante longo período de tempo. As profissões mais atacadas são as que é necessário e contínuo o uso do computador, mas outros profissionais também podem sofrer os mesmos danos dependendo de como se dá a sua atividade profissional: costureiras, motoristas, pianistas, etc.

    A doença é conhecida também por outras denominações, como: Síndrome do Túnel do Carpo, Tenosinovites, Lesão Traumática Cumulativa ou Tendinite. LER é a designação de qualquer doença causada por esforço repetitivo enquanto DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) é o nome dado as doenças causadas pelo trabalho. Alguns especialistas e entidades preferem, atualmente, denominar LER por DORT ou ainda LER/DORT. Consiste, portanto, em uma lesão relacionada com a atividade praticada pela pessoa e pode ser considerada uma doença ocupacional. Pode ser causada ou agravada por práticas como postura incorreta, levantamento de pesos que forçam determinada musculatura, sedentarismo, falta de alongamento dos músculos antes da atividade a ser realizada, etc.

    Postura correta para utilizar o computador.

    É uma doença que se desenvolve lentamente, de uma maneira quase imperceptível, pois não é um dano causado de uma só vez. Este fato é o que mais leva as pessoas a não se prevenirem, pois não a percebem ao longo da vida, mas somente quando já existe um grande comprometimento da área afetada. Muitos precisam pedir licenças no trabalho, fazer longos tratamentos, fisioterapia, ou até mesmo afastarem-se do trabalho por não conseguirem mais executá-lo.

    Por conta de todos estes inconvenientes, o melhor a fazer e prevenir-se, e para isso são necessárias algumas medidas:

    • Em caso de passar muito tempo sentada, a pessoa deve ter um apoio adequado para os pés e para as costas, de modo que permita-lhe uma postura correta.
    • Em caso de utilizar as mãos, é necessário que o apoio para as mesmas esteja em uma altura compatível com o tórax da pessoa, nem muito alto, de modo a manter os braços suspensos, nem muito baixo, deixando-os esticados demais e sem apoio.
    • O alongamento muscular é necessário na maioria das atividades que realizamos. Dependendo de qual seja a sua atividade, deve-se alongar com mais cuidado as áreas do corpo que serão mais utilizadas.
    • Fazer pausas durante o expediente, de modo que não seja necessário ficar muito tempo na mesma posição. Essa é uma recomendação geral. Mesmo que haja muito trabalho, o melhor não é fazer tudo de uma vez, pois isso pode causar um esgotamento físico ou mental, o descanso é necessário e pode ser uma grande ajuda, melhorando o desenvolvimento do trabalho.
    • Tomar água pelo menos a cada hora de trabalho, aproveitando para levantar e movimentar o corpo.
    • No caso da digitação, não apoiar os pulsos, mantê-los suspensos enquanto estiver digitando.
    • A prática da Ginástica Laboral tem sido adotada por muitas empresas para prevenir problemas como este, e tem se mostrado muito eficiente.

    Sintomas, tratamento e providências Legais

    Os sintomas mais conhecidos da síndrome são dores nas partes afetadas. A dor é semalhante a dor de reumatismo ou de esforço estático, como por exemplo a dor causada quando se segura algo com o braço, por longo tempo, sem movimentá-lo. Há formigamentos e dores que dão a sensação de queimadura ou, às vezes, frio localizado.

    Ao notar qualquer um dos sintomas, o mais indicado é procurar imediatamente um médico, para que possa ser feita uma avaliação e, caso seja necessário, um tratamento. Afastar-se temporariamente da atividade ou diminuí-la também pode ajudar.

    Como já dito, é considerada uma doença ocupacional, o que equivale a um “acidente de trabalho“, por conta disso, a sua ocorrência deve ser comunicada aos órgãos competentes. A Norma Regulamentadora de número 17 (NR 17) estabelece várias recomendações ergonômicas relativas ao ambiente do trabalho, dentre elas a de que o trabalho efetivo de entrada de dados (digitação) não pode ultrapassar a 5 horas dia e que a cada 50 minutos de digitação deve haver uma pausa de 10 minutos.

    Fontes:
    http://www.bauru.unesp.br/curso_cipa/4_doencas_do_trabalho/2_ler.htm
    http://cliquesaude.com.br/ler-lesao-por-esforco-repetitivo-204.html